Desventuras de Sophie
1º Capítulo – Dia de prova
7:00 da manhã,acordo com o som agudo e insuportável do meu despertador antigo e dourado.Ai odeio essa cor cara é sério!Ma eu o uso, embora nunca desperte na hora a que eu o programo porque foi um carinhoso presente da minha avó Elizabeth e ela ficaria triste de saber que não o uso. Ai eu mereço!
Espera um pouco... Cara, tenho que me aprontar rápido pra escola, já são 7:02 e hoje tem prova de álgebra.Ai que ótimo,nem estudei porque fui ao shopping ontem com a Sarah,comprei duas camisas de frio lindas,vou ter que esperar um pouco para usá-las já que estamos num lindo verão de sol de tom mais amarelado que há na paleta de cores.Eu fui irônica quando falei do lindo verão em que estamos vivendo aqui?Ah Ótimo!
Imediatamente corro para o banheiro pra escovar os dentes e percebo que meu querido irmão já se encontra lá dentro. Era só o que me faltava!
_Pierre, rápido, to atrasada pirralho.
_Calma apressadinha, vai ter show do Vive La Fête! Logo cedo?
_Engraçadinho, tenho prova de álgebra e estou atrasada pirralho
Enfim ele sai do banheiro, aborrecido ele solta um esparro:
_Pirralho é a vovozinha!
Da cozinha minha mãe da o ar da graça:
_Mais respeito mocinho, mamãe não tem nada a ver com suas briguinhas bobas com sua irmã.
Confesso que adorei essa bronca.
Após escovar rapidamente os dentes, corri pro quarto e visto uma roupa qualquer e desço pra cozinha na chance de poder ainda comer alguma coisa, mas olho no relógio e vejo que não dará mesmo, já marca 7:10 no relógio da cozinha.Pego uma maçã e vou de encontro a minha querida escola,ai é Freud!
Ao chegar à frente da escola percebo todos já entraram, dou uns passos bem rápidos aspirando correr, mas imediatamente sou tomada por uma falta de ar. Ai é minha asma me visitando uma hora dessas, e nessa situação ainda mais. Respiro bem fundo e me componho.
Olho pelo vidro da porta da minha sala e observo que o professor Gregóruis já está lá. Mas é claro, ele é o primeiro a chegar à escola. Embora a escola tenha porteiro, o professor Gragórius insiste em ajudar o senhor Stéphanno nesse árduo trabalho. Ai ai!
Preparo-me para entrar na sala despercebida, uma vez que o professor anota algo no quadro negro.Abro a porta com toda cautela vagarosamente entro na sala e sento-me a minha carteira.
Sarah minha cúmplice de armações me cumprimenta:
_E ai Sophie, se deu bem em?!
_Ah! Eu faço o que posso!
O Professor começa com suas recomendações em relação à prova e mais que depressa fala com tom maioral a mim:
_Espero que seu atraso tenha se dado pelo fato de estar estudando para a prova senhorita Sophie.
Cara é nessas horas que eu odeio minha mãe por ter posto esse nome que lembra princesa francesa, ai que raiva!Preferiria um nome mais forte, porque não Natasha ou Bábara?
Ninguém merece cara!
Em resposta ao professor eu apenas lanço um sorriso curto e amarelo, foi o que conseguir fazer já que minhas bochechas estavam púrpuras num misto de raiva e vergonha
O Professor vem até mim e me entrega a prova e sorrrindo um sorriso doentio ele fala:
_Boa sorte senhorita Sophie
Eu abaixo minha cabeça no desejo de me teletransportar para um lugar onde esteja tocando um bom rock and roll.
Decido levantar minha cabeça e iniciar aquela bendita prova de uma vez por todas.
Sorrindo Sarah me diz?
_Boa sorte amiga!
_Valeu, eu vou precisar!
E me remeti a responder os cálculos, quase incalculáveis pra mim. Cara não tem coisa pior do que fazer prova de matéria que você odeie e ainda quando quem ensina é um professor que faz de tudo pra me ferrar. É... No palco, álgebra com prefessor Gregórius!
Fiquei por alguns minutos tentando responder mais do que o cabeçalho, que era a única coisa que eu sabia a resposta certa, diga-se de passagem. E continuei...
Percebi que minha testa suava muito, e eu passava a mão sobre ela de segundo a segundo na tentativa de conter aquela fonte de uréia, credo!
Aos poucos vo lembrando uns cálculos e vou esboçando na folha de rascunhos que já estava parecendo um livro escrito em braile, por conta da força colocada por mim quando escrevi, é incrível como tenho a mão pesada, nossa!
O tempo vai se esgotando e o medo me consome aos poucos, tenho que tirara uma nota mo mínimo regular, caso contrário estou frita em alho e óleo.
Faltando somente meia hora pra entrega da prova e apenas quatro questões de dez estão respondidas, sabe Deus se estão certas. Ai como eu odeio álgebra!
Tentei, tentei e nada sai da minha cabeça. Logo o sinal toca e o professor avisa que recolherá as provas. Ele se dirige a mim e num lapso de memória eu começo a responder a oitava questão o mais rápido que posso, mas o professor Gregórius me avisa quase que gritando que meu tempo havia se esgotado, eu ainda escrevia ,mas ficava mais difícil ver gotículas da sua saliva cair sobre meus cálculos, que nojo!
Ele pucha minha prova e diz com um riso estranho:
_Seu tempo acabou senhorita Sophie
_So mais uns segundos professor Gregórius
Começou uma disputa pela minha prova entre mim e o professor Gregóruis
Com um tom autoritário ele grita:
_Ficará na detenção por isso moçinha
Imediatamente soltei a prova e fixei o olho no professor que dera uns passos descompassados para traz após eu te-la soltado da mão dele a minha prova.
Alguns risos pairam sobre a sala. Oprofessor fexa a cara pra mim e recolhe as demais provas.
Guardando meu material ma mochila, Sarah me encoraja:
_Se quiser te ajudo a pregar uma peça no coroa.
_Não, melhor não Sarah, Obrigada!
Nos duas rimos e nos dirigimos a sair da sala e desabafo com Sarah:
_Nossa, acho que me dei mal nessa prova.
_Nossa, álgebra é terrível, mas acho que eu dei pro gasto nessa.
_Mas como?
_Eu colei!
Fiquei espantada ao saber disso.
Fiquei espantada ao saber disso.
_Por que você não passou pra mim as respostas?
_Cara o professor não tirava os olhos de você
_Ah! Eu estava tão concentrada tentando responder ao menos uma questão que nem reparei que ele me olhava. Esse professore me persegue.
_Então... Por isso achei melhor não ficar na minha, se não nos duas iríamos nos dar mal.
_É tem razão Sarah. Tudo bem!
_Pois é.
Um som de buzina sai na frente da escola, é a mãe da Sarah.
_Sarah, vamos filha!
_Tô indo dona Scarlet
Sarah nunca se referia a sua mãe como simplesmente mãe, sempre a chama de dona Scarlet.
_Oi Sophie!
Sarah nunca se referia a sua mãe como simplesmente mãe, sempre a chama de dona Scarlet.
_Oi Sophie!
_Oi senhora Scarlet!
_Tchau Sophie!
_Tchau Sarah!
E me dirigi pra minha casa pensando na vida, e numa desculpa ótima pro caso de eu me ferrar em álgebra, coisa que pra mim estava quase clara que iria me acontecer.

